Quero ser Michael Caine


Michael Caine (nascido Maurice Joseph Micklewhite, em 14 de março de 1933) é, sem dúvida, um dos atores ingleses mais conhecidos e renomados. Ao longo de sua carreira — que continua a todo vapor — fez mais de 120 filmes, recebeu inúmeras indicações para prêmios de atuação e levou o Oscar duas vezes, por Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters, 1986) e Regras da Vida (The Cider House Rules, 1999).


Sua enorme capacidade de adaptação a cada novo personagem contribuiu para a profusão de papeis. Michael Caine é capaz de mudar completamente o sotaque, o cabelo ou ganhar e perder peso, mas uma coisa jamais muda: o olhar. Para ele, atores não devem piscar. Isso faz, segundo ele, o personagem parecer fraco. 

A carreira foi iniciada nos anos 1950 e decolou nos 1960, época em que estrelou uma série de filmes bem aclamados como Zulu (1964), Arquivo Confidencial (The Ipcress File, 1965), Alfie (1966, que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar), Um Golpe à Italiana (The Italian Job, 1969) e A Batalha Britânica (Battle of Britain, 1969).

Nos anos 1970, seguiu com destaque em filmes como O Vingador (Get Carter, 1971), O Último Refúgio (The Last Valley, 1971), Trama Diabólica (Sleuth, 1972, pelo qual recebeu sua segunda indicação ao Oscar), O Homem que Queria Ser Rei (The Man Who Would Be King, 1975) e Uma Ponte Longe Demais (A Bridge Too Far, 1977).

No final da década de 1970, no entanto, suas escolhas tornaram-se menos criteriosas e sua carreira começou a oscilar entre filmes bons e outros bem duvidosos. Caine fazia, em média, dois filmes por ano, mas, aparentemente, sem muito parâmetro. O Enxame (The Swarm, 1978) foi, talvez, o que tenha dado o pontapé inicial na série de produções, digamos, embaraçosas, que o nobre ator estrelou. No ano seguinte, outro fiasco: Ashanti (1979), que, segundo o próprio Caine, assim como O Enxame, está entre seus piores filmes. Não satisfeito, participou de uma penca de longas que foram fracassos de público e crítica: O Dramático Reencontro no Poseidon (Beyond the Poseidon Adventure, 1979), A Ilha (The Island, 1980) e A Mão (The Hand, 1981). Pelo menos Vestida Para Matar (Dressed to Kill, 1980), de Brian De Palma, salvou a pátria nessa temporada.

Caine nunca perdeu tempo sentindo-se por baixo ou se remoendo sobre escolhas infelizes. Nem tinha tempo para isso, pois estava sempre envolvido em algum novo projeto. "Tem coisas que fiz em minha vida, das quais deveria me arrepender. Não me arrependo", disse ele. Seu prestígio como ator ressurgiu nos anos 80, com O Despertar de Rita (Educating Rita, 1983), que lhe valeu um Globo de Ouro e mais uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Em 1986, finalmente recebeu sua primeira estatueta da Academia, por Hannah e Suas Irmãs, uma das comédias mais lembradas de Woody Allen.

"O Despertar de Rita" (1983)
Recebendo o Oscar, em 2000, por "Regras da Vida"
Por sua contribuição ilustre à sétima arte, Michael Caine, um típico gentleman britânico, ganhou o título de "sir", da rainha Elizabeth. Poucos artistas podem ostentar um currículo com tantos trabalhos no cinema como ele, certamente um dos maiores atores vivos. Os filmes "obscuros" dos quais participou em nada diminuem seu enorme talento e versatilidade. Um resenhista do Jornal do Brasil, disse, certa vez, referindo-se a seus filmes: "Michael Caine é um bom ator, pena que faça qualquer coisa que renda um trocado". Eu não acho uma pena, pelo contrário. Como este blog tem uma predileção por obscuridades, fiz um Top 5 com os melhores "piores filmes" de Michael Caine.


1. O Enxame (The Swarm, 1978)


Irwin Allen, famoso por ter dirigido e produzido, respectivamente, os dois maiores filmes-catástrofe dos anos 1970, O Destino do Poseidon e Inferno na Torre (sucessos absolutos de bilheteria), afundou feio em O Enxame. Extremamente monótono, o filme parece interminável, apesar do elenco cheio de estrelas (Richard Widmark, Richard Chamberlain, Olivia de Havilland, Henry Fonda...). Foi execrado e renegado pelos proprios atores.

Caine vive aqui o entomologista Bradford Crane, que comanda uma força-tarefa para tentar deter o avanço de abelhas assassinas vindas da África (ou Brasil). Enquanto não se acha uma solução, o número de vítimas do enxame (“mais terrível que qualquer exército do mundo”) vai só aumentando. Os nefastos insetos assassinos atacam até mesmo uma usina nuclear, provocando sua explosão e a morte de milhares de pessoas. Tragédia pouca é bobagem. Em todos os sentidos.





2. O Dramático Reencontro no Poseidon 
(Beyond the Poseidon Adventure, 1979)


Também dirigido por Irwin Allen, o longa foi estrelado por Michael Caine e Sally Field. Fracasso comercial e de crítica, foi o único filme-catástrofe de Allen que não recebeu nenhuma indicação ao Oscar. Pudera, pois esta suposta sequência do maravilhoso O Destino do Poseidon (The Poseidon Adventure, 1972) é extremamente arrastada e desinteressante.

Duas equipes de socorro procuram por sobreviventes pouco antes do naufrágio do Poseidon, mas descobrem uma fortuna no cofre do navio (ouro, dinheiro e até mesmo plutônio). A ideia é resgatar sobreviventes antes que o Poseidon afunde de vez. Mas o que será salvo? Os sobreviventes que restaram ou os bens materiais? Melhor mesmo é passar para o próximo filme.





3. A Ilha (The Island, 1980)


Baseado no livro homônimo de Peter Benchley (que também assinou o roteiro), autor de Tubarão, prometia as emoções da adaptação de Tubarão (Jaws, 1975) para o cinema, mas foi um fiasco retumbante. Michael Caine vive um jornalista divorciado que vai investigar o desaparecimento de pessoas e barcos numa ilha do Caribe. Leva junto o filho pré-adolescente, mas a viagem acaba mal: o jornalista descobre uma comunidade de piratas que se comportam como se vivessem no século XVII. Os tais piratas modernos, que vivem de atacar cruzeiros de ricos, aprisionam o jornalista e fazem uma lavagem cerebral em seu filho, que se converte em pirata também.

"Estão reunidos, portanto, um produtor que diz conhecer perfeitamente o gosto popular, um diretor que quando quer sabe ser habilidoso, um autor de romances povoados de mistérios e suspense, e atores como Michael Caine, David Warner, Angela Punch McGregor e o garoto Jeffery Frank, mesmo porque as aventuras tipicamente hollywoodianas feitas hoje em dia têm de ter um menino ou uma menina no elenco." (Orlando L. Fassoni, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 15/09/1980). Nem isso foi capaz de salvar o filme.





4. A Mão (The Hand, 1981)


Dirigido pelo conceituado Oliver Stone (Platoon, JFK – A Pergunta que Não Quer Calar, Wall Street – Poder e Cobiça e Assassinos por Natureza), a trama não poderia ser mais insólita: Michael Caine é um respeitado cartunista que mora com a esposa e a filha. Mas seu casamento não anda muito bem e sua mulher quer dar um tempo. O inconveniente: ele recebe a notícia justamente quando está dirigindo. O acidente é inevitável. 

Como se não bastasse, o cartunista perde nada menos que a sua mão direita, a mesma que ele usa para desenhar. A mão desaparece do local do acidente. Quando uma série de assassinatos começa a acontecer, tudo leva a crer que o membro, possuído por um instinto de vingança, está castigando todos que perturbam seu antigo dono. Caine realmente não estava em boas mãos...





5. Tubarão IV - A Vingança (Jaws: The Revenge, 1987)


Quarto filme da série Tubarão, que começou com enorme sucesso em 1975 e depois foi só caindo. Desta vez, o protagonista é Michael Caine. Na  factícia Amity Island, o tubarão inicia sua vingança (e desde quando tubarão se vinga?), começando pela morte de Sean, o filho mais novo de Ellen (personagem do primeiro filme). Fragilizada pela morte do filho, a viúva parte para as Bahamas, onde conhece Hogie (Michael Caine). 

Mas ela acredita que sua família está sendo perseguida por outro tubarão branco em busca de vingança. Depois de muitos acontecimentos, a típica luta final acontece e tubarão tem fim pela quarta vez. Indicado a sete Troféus Framboesa, é considerado um dos piores filmes de todos os tempos.

Sexta básica de (in)utilidades


Cinzeiros (como convêm ser e como limpá-los) – Os cinzeiros mais práticos são, por certo, os de cristal, vidro ou porcelana, porque são facilmente laváveis e não conservam o odor característico (e tão desagradável) de cigarro apagado. Para serem ainda mais úteis, devem ser grandes. Os cinzeiros minúsculos podem ser bonitos, não são, porém, realmente práticos. Cinzeiros de metal dourado são bonitos e conforme a qualidade também não conservam o cheiro do cigarro, mas isso só acontece com o metal que não se oxida, não se enferruja, não descora; pode ser lavado com água e sabão e dispensa o uso de saponáceos ou polidores, para conservarem o brilho.


Fonte: Dicionário do Lar – Vol. II
Editora Logos, 1964.




Um bambolê de chama e cinzas


Em 1987, uma simpática novela das 6 estreou na Globo: Bambolê, inspirada no romance Chama e Cinzas, de Carolina Nabuco. Curiosamente, apesar de leve e cativante, a novela nunca chegou a ser reprisada. Na esteira do sucesso de Anos Dourados (minissérie de Gilberto Braga exibida no ano anterior), Bambolê também se passava na romântica década de 1950 e teve uma primorosa produção, com direito a ótimas caracterizações e trilha sonora recheada de sucessos da época.




O tema de abertura, Conquistador Barato, foi composto por Léo Jaime especialmente para a novela: "Para essa música, me foi mandada uma sinopse, mas, na novela, a música tinha que ter, do início até o final do primeiro refrão, entre um minuto e um minuto e quatro segundos, o tempo de uma abertura; e, depois, contar uma história simples que tivesse a ver com a trama (...). Então fiz um rock mais clássico, como se fosse Bill Halley, e uma letra que fala de um conquistador. E tinha que encaixar o nome bambolê. Foi só no último verso que consegui. A música foi um grande sucesso. Em termos de música para a televisao, foi a mais importante que eu fiz", conta Léo Jaime no livro Teletema Vol. 1 (Dash Editora, 2014), de Guilherme Bryan e Vincent Villari.


A adaptação da história ficou a cargo de Daniel Más, com colaboração de Ana Maria Moretzsohn. Tomadas as devidas diferenças, tanto o livro - escrito em 1947 - quanto a novela, lançada 40 anos depois, tinham o charme das tramas água-com-açúcar, com personagens e enredos atraentes.

Após o sucesso de A Sucessora (1978-79), novela também baseada em um romance de Carolina Nabuco, Chama e Cinzas ganhou nova edição e voltou às livrarias em 1979. Manoel Carlos, responsável pela adaptação de A Sucessora, assinou a orelha de Chama e Cinzas: "Quando escolhi o romance A Sucessora, de Dona Carolina Nabuco, para nele me inspirar e escrever uma história de 126 capítulos, para a televisão, já contava com o seu sucesso. (...) Agora estou diante de Chama e Cinzas (...) e percebo que estou novamente diante de uma história carregada de emoções fortes (...)", atestou Maneco. "Poucos escritores brasileiros sabem, tão bem como Dona Carolina, incorporar o leitor aos seus cenários, fazendo-o circular entre as personagens e participar de suas vidas e emoções cotidianas."

Quando a Globo resolveu transformar o livro em telenovela, em 1987, passou a história para o final dos anos 50 e trocou seu nome para Bambolê, entre outras mudanças. Segundo Daniel Más, o título era uma referência ao brinquedo, muito em moda na época, mas que também traduzia o jogo de cintura do protagonista da história, Álvaro Galhardo (Cláudio Marzo).

Álvaro (Cláudio Marzo) e as filhas Cristina (Carla Martins), Ana (Myrian Rios) e Iolanda (Thaís de Campos)
Viúvo, romântico e idealista, Álvaro se recusa a aceitar os valores de uma sociedade que ele julga hipócrita e moralista. Mantém uma relação de amizade e diálogo aberto com as três filhas, Ana (Myrian Rios), Iolanda (Thaís de Campos) e Cristina (Carla Marins). Comportamento, aliás, avançadíssimo para a época.

Fausta (Joana Fomm), cunhada de Álvaro, não concorda com a forma como ele educa as filhas. Arrogante e calculista, ela sonha com bons casamentos para as sobrinhas. Os conflitos entre Álvaro e Fausta pioram quando ele começa a se envolver com Marta (Susana Vieira), uma mulher desquitada e mãe de dois filhos. Suzana e Cláudio repetiam a química que havia dado certo no ano anterior em Cambalacho.

Tia Fausta (Joana Fomm)
Outro casal repetia o sucesso que havia feito dois anos antes, em Ti Ti Ti: Paulo Castelli e Myrian Rios. No livro, a personagem de Myriam, Ana, se chama Nica. 

Em Oito Décadas – Memórias (José Olympio Editora, 1973), Carolina Nabuco registra a maneira como havia trabalhado na elaboração de Chama e Cinzas. Apesar de se tratar de uma história simples, o processo de criação foi árduo: "Fui reunindo fragmentos de diálogos e títulos de capítulos, mas essas notas não passavam de lascas espalhadas. Lutava com uma grande falta de detalhes." 

Vários personagens da novela não fazem parte do livro. Enquanto Chama e Cinzas tem seu foco nas relações entre Álvaro e as filhas, bem como nos dramas juvenis de cada uma, na novela o conflito é conduzido basicamente por tia Fausta - que, no livro, se chama tia Chiquinha e tem pouco destaque - e por Cristina, mimada e de caráter duvidoso. Alguns personagens do livro foram suprimidos e vários outros foram criados ou alterados para servir aos propósitos da telenovela.

Carolina Nabuco, autora do livro
"Quero uma rivalidade de amor entre as duas irmãs, mas os personagens masculinos ainda estão obscuros. Fiz pelo menos doze esquemas de enredo, para fixar os personagens Fernando e Evaristo. Enveredei por vários caminhos falsos, rasgando muitas páginas (...)", conta Carolina em suas memórias.

A Folha de S. Paulo de 7 de setembro de 1987 (data de estreia da novela) explicava:
"Bambolê se passa nos primórdios da bossa nova. A data-início da novela é 1958. Como pano de fundo, o autor colocou Ipanema, no Rio de Janeiro, entre outros monumentos da época, como o presidente Juscelino Kubitschek, que construía Brasília. (...) Daniel Más retirou muito do material para a novela de sua própria experiência. Em 58 tinha 15 anos. Viveu em Ipanema. Mas com a ajuda dos autores Silvio de Abreu e Gilberto Braga, escolheu o livro base para a novela: Chama e Cinzas, de Carolina Nabuco. Foi com eles que Más preparou a sinopse."


Foi o primeiro trabalho de Guilherme Leme, Denise Fraga e Cláudia Lira na TV Globo.

Tenho ótimas lembranças desta novela na minha infância, assim como da trilha sonora. Bambolê bem que merecia uma reprise no canal Viva. Enquanto isso não acontece, o livro de Carolina Nabuco é uma boa dica de leitura, como escreveu Manoel Carlos na reedição de 1979: "Chama e Cinzas reaparece nas livrarias muito oportunamente, uma vez que continuamos carentes de romances bons e, ao mesmo tempo, acessíveis ao leitor comum, que gosta de ler (como é hábito dizer) "da primeira à última página, sem conseguir parar"."


7 anos do blog


O blog completa hoje exatos 7 aninhos de existência. Apesar de tê-lo mais como hobby do que como um compromisso, nos últimos anos tenho procurado manter certa assiduidade. E creio que deu certo, pois passei a receber mais feedback de pessoas que, como eu, também curtem esquisitices e obscuridades da cultura pop.

O próprio nome do blog é uma brincadeira com essas "esquisitices" (no bom sentido). Foi tirado de A Iniciação de Sarah, telefilme clássico dos anos 1970, de grande repercussão na época. Na história, Sarah, uma moça inteligente — porém retraída e de poucos atrativos físicos — é irmã adotiva de Patty, uma jovem bonita, popular e querida por todos. Ambas são muito unidas, amigas e, embora saibam que são irmãs de criação, gostam uma da outra como se fossem irmãs de sangue.

A perversa Jennifer Lawrence (Morgan Fairchild) e seu séquito 
As duas entram juntas na faculdade, mas ficam em irmandades estudantis diferentes. A de Patty é Alpha Nu Sigma (ANS), a mais disputada e chique do campus. A de Sarah é Phi Epsilon Delta (PED), reconhecida por sua reputação obscura e decadente. A esnobe e perversa líder das calouras da ANS, Jennifer Lawrence, obriga Patty a humilhar a irmã em público: ordena que Patty faça um juramento, em alto e bom som, de jamais se enturmar com as esquisitas e mal-afamadas garotas da PED, pejorativamente chamadas de "porcos, elefantes e doninhas" (em inglês é pigs, elephants and dogs — porcos, elefantes e cachorros — mas, como na tradução precisavam encontrar um nome de animal começando com a letra d, para justificar as iniciais PED, o jeito foi substituir cachorros por doninhas).

Jennifer Lawrence (Morgan Fairchild), Sarah (Kay Lenz) e Patty (Morgan Brittany)
Minha ideia, com o blog, foi escrever sobre coisas que eu curto, dentro desse universo da cultura pop (cinema, TV, música, literatura e um pouco de comportamento), mas com ênfase em coisas menos comentadas ou menos conhecidas (que seriam os "porcos, elefantes e doninhas" da cultura pop, mas, nem por isso, desprovidas de interesse, curiosidade ou diversão). E o blog virou uma salada de temas menos populares e obscuros com outros mais populares e conhecidos.

Obrigado a todos que leem e curtem, mandam sugestões, opiniões, críticas e elogios! Para comemorar esses 7 anos, fiz uma lista com 7 filmes no estilo de A Iniciação de Sarah. Todos copiam, em maior ou menor grau, a fórmula do clássico Carrie, a Estranha:


Carrie, a Estranha (Carrie, 1976)

Dirigido por Brian De Palma, Carrie deu origem à moda dos filmes sobre adolescentes com poderes paranormais, maltratados ou desprezados, que se vingam dos colegas. Baseado no livro homônimo de Stephen King, foi um grande sucesso do cinema, tendo, inclusive, ganhado indicações ao Oscar. É o mais conhecido dos filmes do gênero, com Sissy Spacek e Piper Laurie nos papeis principais. Estreia de John Travolta no cinema. Carrie é uma adolescente franzina e retraída, motivo de constantes zombarias por parte dos colegas, que a desprezam. Para piorar, a mãe é uma fanática religiosa que castiga violentamente a filha por tudo. A raiva da jovem, que tem poderes telecinéticos, recai sobre todos, sem piedade.



Maldição Fatal (The Spell, 1977)

Uma adolescente acima do peso sofre insultos constantes dos colegas. Ou, como diríamos hoje, bullying. Para se vingar, usa seus poderes paranormais contra os que a hostilizam. Helen Hunt, ainda desconhecida e no começo da adolescência, tornou-se uma das atrizes mais conhecidas do cinema americano duas décadas depois. Direção: Lee Philips.



A Iniciação de Sarah (The Initiation of Sarah, 1978)

O filme, apesar de ser uma modesta produção para a TV, é irresistivelmente kitsch. Devido a seu sucesso na TV americana, no final dos anos 70, foi também lançado em vídeo nos anos 80. Há anos sumiu da nossa grade de programação, mas passava com frequência no extinto Cine Trash, da Bandeirantes, apresentado por Zé do Caixão (José Mojica Marins). Para mais detalhes, leia o post que fiz em 2012



A Fúria (The Fury, 1978)

O diretor Brian De Palma novamente lida com a paranormalidade, desta vez com Amy Irving e Andrew Stevens como os jovens com poderes sobrenaturais. Uma agência secreta norte-americana seleciona e treina crianças com habilidades parapsicológicas para serem assassinas em situações de guerra. Kirk Douglas é um ex-agente da CIA que entra em cena para resgatar seu filho das garras da nefasta associação.



Jennifer (Jennifer, 1978)

Jennifer é desprezada e hostilizada pelos colegas em uma esnobe escola, devido a sua origem humilde e rural. Mesmo inteligente e ganhadora de uma bolsa de estudos, os colegas não a aceitam. Jennifer se vê forçada a recorrer a seus poderes psíquicos de controlar cobras. Inicia, assim, sua vingança contra os cruéis colegas. Direção: Brice Mack.



Patrick (Patrick, 1978)

O jovem Patrick sofre um trauma familiar e, após um surto, fica em coma. Passa, então, a atormentar e matar, com seus poderes telecinéticos, funcionários no hospital onde está internado. Tudo porque cismou que sua enfermeira particular é uma espécie de "prometida", só dele e de mais ninguém. O diretor, Richard Franklin, depois fez Psicose 2 (1982).



Sexta-Feira 13 Parte 7: A Matança Continua 
(Friday the 13th Part VII: The New Blood, 1988)

Espécie de Carrie-encontra-Jason. Uma adolescente com poderes telecinéticos volta a Crystal Lake anos depois de ter matado, naquele local, seu agressivo pai. Tudo faz parte de uma terapia radical, para que a jovem se livre do trauma. Mas com seus poderes mentais, ela acaba trazendo o psicopata Jason, que estava aprisionado no fundo do lago, de volta à vida. Quem vencerá a batalha? John Carl Buechler, o diretor, é também o criador dos efeitos especiais para o filme.